Insumo asfáltico sem preço na base local

É possível recorrer a outras referências, desde que origem, transporte, tributos e data-base sejam rastreáveis.

Situação

A base de referência não oferece preço local confiável para um ligante asfáltico. O material precisa vir de outro polo, com transporte rodoviário e possíveis custos de pedágio.

Resposta

Use uma origem comercial tecnicamente viável e forme o custo posto na obra. Preço na origem, transporte, perdas, tributos e pedágios precisam aparecer separadamente na memória.

Fundamento

Na ausência de preço local, o orçamento pode combinar referência do material com custo de transporte até a obra, desde que não duplique parcelas já incluídas. Fontes setoriais e pesquisas de mercado devem ser compatibilizadas com a metodologia de transporte adotada pelo órgão.

Riscos

Escolher apenas o fornecedor mais próximo pode ignorar indisponibilidade ou preço não praticado. Somar frete a um preço já entregue duplica custo. Uma rota sem memória de cálculo torna o orçamento difícil de auditar.

Procedimento recomendado

  1. Definir polos de fornecimento e confirmar disponibilidade.
  2. Documentar o preço na origem e suas condições comerciais.
  3. Calcular a rota e o transporte com metodologia reconhecida.
  4. Adicionar somente custos não incluídos no preço de origem.
  5. Validar o resultado com referências de mercado e análise de sensibilidade.

O que verificar

  • Quais fornecedores ou polos conseguem atender a obra?
  • O preço informado é na origem ou entregue?
  • Qual rota e distância são tecnicamente viáveis?
  • A fórmula de transporte corresponde ao veículo e ao tipo de carga?
  • Pedágios, perdas, carga e descarga estão incluídos?
  • A fonte de preço é contemporânea à data-base?

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