Canteiro e administração local na mesma lógica de medição

Os dois itens são mensuráveis, mas não necessariamente seguem o mesmo critério de pagamento.

Situação

Ao preparar o cronograma de medição, surge a ideia de pagar canteiro, mobilização e administração local todos de forma proporcional ao avanço financeiro da obra.

Resposta

Não trate os três itens automaticamente da mesma forma. A administração local costuma acompanhar o avanço da obra; canteiro e mobilização devem seguir eventos ou entregas efetivamente verificáveis.

Fundamento

O Acórdão TCU 2622/2013 orienta que a administração local seja destacada e medida de modo objetivo, em regra proporcional à execução financeira. Isso não transforma canteiro e mobilização em parcelas mensais automáticas. Para esses itens, o critério deve refletir o que foi implantado, mantido ou retirado.

Riscos

Pagar toda a mobilização no início sem garantia de entrega pode antecipar recursos indevidamente. Medir administração local por valor fixo durante atrasos pode remunerar período sem avanço. Aplicar uma única fórmula a itens de naturezas diferentes reduz a transparência.

Procedimento recomendado

  1. Descrever separadamente o conteúdo de cada item.
  2. Vincular canteiro e mobilização a marcos físicos comprováveis.
  3. Vincular administração local ao avanço previsto no edital, evitando parcela mensal fixa desvinculada da execução.
  4. Prever tratamento da desmobilização e do recebimento.
  5. Registrar medições com evidências e memória de cálculo.

O que verificar

  • O edital definiu critérios objetivos para cada item?
  • Quais estruturas do canteiro são instaladas, mantidas e removidas?
  • Há marcos verificáveis de mobilização e desmobilização?
  • A administração local está vinculada ao avanço da obra e limitada ao valor contratado?
  • Existe risco de pagamento antecipado ou em duplicidade?

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